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domingo, 21 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Brasil bate Alemanha e conquista o inédito ouro olímpico

Heróis do título 

Neste sábado (20), a seleção brasileira masculina conquistou o único título que faltava para a galeria do país pentacampeão mundial: o ouro olímpico.

Depois do empate em 1 a 1 no tempo normal e prorrogação, o jogo foi para os pênaltis. Depois de quatro cobranças para cada lado, Weverton defendeu a de Petersen e Neymar garantiu o ouro para o Brasil.

No tempo normal, Neymar acertou uma belíssima cobrança de falta aos 26 minutos da primeira etapa e colocou o Brasil na frente. A seleção brasileira ainda chegou mais vezes, mas foram os alemães que levaram mais perigo. Meyer, aos 31, com um chute defendido por Weverton e Bender, aos 34, acertando o travessão assustaram os mais de 70 mil presentes no estádio.

Logo aos 13 minutos da segunda metade, Meyer diminuiu para a Alemanha após um chute cruzado, mas os espectadores não pensaram em um novo Maracanazzo e intensificaram os gritos de apoio à seleção.

Com a igualdade mantida também na prorrogação, a disputa foi para os pênaltis. Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha e Luan acertaram para o Brasil; enquanto que Ginter, Gnabry, Brandt e Sule converteram para a Alemanha. Petersen bateu e Weverton defendeu a última cobrança dos alemães. Coube então a Neymar, tão criticado durante as Olimpíadas, converter para o Brasil e fazer o Maracanã explodir em gritos de "É campeão".

Weverton passou de questionado e goleiro inseguro a herói nacional. Neymar deixou para trás todas as críticas e questionamentos sobre seu real papel dentro da seleção, para dar o único título que faltava para o maior campeão mundial. 

A conquista do ouro olímpico em cima da Alemanha, jamais apagará o vexame que o Brasil passou em pleno Mineirão ao perder por 7 a 1 e ser eliminado da Copa do Mundo de 2014.

Coroado com o título 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Sérgio Sasaki conquista melhor classificação do Brasil na história do individual geral


Após fazer história na competição por equipe, na qual chegou à final em sua primeira Olimpíada com uma equipe completa, o Brasil bateu mais uma marca. Nesta quarta-feira (10), Sergio Sasaki terminou a competição individual geral na nona posição, batendo seu melhor resultado, que foi o 10º lugar em Londres-2012  (até então o melhor resultado do Brasil). 

Mesmo disputando a final com dores e uma lesão no joelho direito, Sasaki terminou a competição com nota 89.198. O japonês Kohei Uchimura foi o campeão, com 92.365 pontos. Oleg Verniaiev, da Ucrânia, ficou em segundo com 92.266, e o bronze ficou com o britânico Max Whitlock, com 90.641 pontos.

Outro brasileiro que disputou a competição foi Arthur Nory, estreante em Olimpíadas, que terminou em 17º. Foi a primeira vez que o país conseguiu classificar mais de um atleta para a decisão olímpica do individual geral masculino.

A final individual geral é conhecida por determinar o ginasta mais "completo", por considerar o desempenho do atleta em todos os aparelhos. Hexacampeão mundial, Uchimura, considerado por muitos como o maior ginasta da história, já havia sido campeão em Londres-2012 e por isso era o favorito ao bi olímpico.

Notas de Uchimura x Verniaiev:

- Solo: 15,766 pts x 15,033 pts;
- Cavalo com alças: 14,900 x 15,533;
- Argolas: 14,733 x 15,300;
- Salto: 15,566 x 15,500;
- Barras paralelas: 15,600 x 16,100;
- Barra fixa: 15,800 x 14,800;

Foi uma grande final, com uma boa disputa pelo ouro e com notas muito boas. O ucraniano, que fechou a competição na barra fixa, precisava de 14,900 para ficar em primeiro, mas, por um desequilíbrio no salto de saída, não conseguiu superar o japonês.

Uchimura e Verniaiev após a competição

JOGOS OLÍMPICOS: Pedro da Silva faz história na canoagem slalom


O brasileiro Pedro da Silva terminou a prova de caiaque individual (K1) em sexto lugar, nesta quarta-feira (10), e conquistou um resultado histórico para o Brasil. É a primeira vez que um brasileiro chega à final da canoagem slalom em uma Olimpíada.

Pedro classificou-se para a final da modalidade em décimo lugar, com o tempo de 95.68 segundos. Na decisão, que contou com dez atletas, ele terminou a prova em sexto, com a marca de 91.54 segundos, sem penalidades. 

O brasileiro foi o primeiro a descer. Com um bom tempo e sem penalidades, ficou em primeiro até a quinta descida, quando o alemão Hannes Aigner, bateu o tempo dele em 2.52 segundos, passando o brasileiro para a segunda colocação. A partir daí, os resultados foram melhorando e Pedro passou para o sexto lugar, onde terminou a prova.

O pódio foi inteiramente europeu. O britânico Joseph Clarke completou o percurso em 88.53s e também conseguiu um feito histórico para seu país: foi o primeiro ouro olímpico da Grã-Bretanha nessa prova. A prata ficou com o esloveno Peter Kauzer, que marcou 88.70s. Jiri Prskavec, da República Tcheca, ficou com a medalha de bronze após conseguir um tempo de 88.99s.

Na canoagem de velocidade, o Brasil já havia tido um representante na final da modalidade. Em 1996, no Jogos Olímpicos de Atlanta, Sebastian Cuattrin alcançou a final, também na categoria K1.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Empurrado pela torcida, Brasil bate Espanha no basquete masculino com cesta no fim


Em seu segundo jogo nesta Olimpíada, o Brasil bateu a forte seleção espanhola (medalha de prata nas últimas duas Olimpíadas e atual campeã europeia), no basquete, por 66x65 a 5 segundos do fim, nesta terça-feira (09). O responsável pelo ponto da vitória foi o ala Marquinhos, que, após um arremesso errado do armador Marcelinho Huertas, conseguiu fazer a cesta e virar o jogo.

Com a pressão da torcida desde o começo, a Espanha sentiu e o Brasil foi pra cima, embalado pelos gritos que vinham da arquibancada. Terminou o primeiro tempo na frente e se manteve jogando bem no terceiro quarto, mas o excesso de faltas contra o Brasil pesou e fez com que Rubén Magnano tivesse que rodar mais do que imaginava, tirando peças do quinteto titular, de boa parte do segundo tempo.

O espanhol Pau Gasol foi o cestinha do jogo com 13 pontos, mesmo tendo um desempenho ruim nos arremessos livres e de quadra. Gasol converteu quatro dos nove arremessos de dois pontos (aproveitamento de 44%). Nos lances livres, converteu cinco de 12 (aproveitamento de 42%).

O cestinha do Brasil foi Marcelinho Huertas, com 11 pontos.

Na quinta-feira (11), o Brasil volta à quadra, às 14h15, para enfrentar a Croácia e conseguir sua segunda vitória na competição. No mesmo dia, a Espanha encara a Nigéria, às 19h, em busca de sua primeira vitória.

sábado, 20 de junho de 2015

Brasil sofre gol no final e fica com o vice do Mundial Sub-20


A Seleção Brasileira Sub-20 disputou, na madrugada de sexta para sábado, a final do Mundial da categoria em Auckland (Nova Zelândia), porém, após pressionar o jogo inteiro em busca do gol, sofreu um contra-ataque no final da prorrogação e acabou levando o gol que deu o título à Seleção da Sérvia. 

O Brasil teve amplo domínio do jogo na primeira etapa, com maior posse de bola e criando mais oportunidades de gol, porém, não conseguiu abrir o placar. No segundo tempo o Brasil também tinha mais oportunidades de gol mas, se quem não faz toma, quem foi à rede primeiro foram os sérvios. Aos 24 minutos a Sérvia desceu ao ataque pela direita e, livre de marcação, Madic abriu o placar na final.

Mas logo aos 27, Andreas Pereira, belga naturalizado brasileiro, driblou três marcadores e mandou no canto esquerdo do goleiro, empatando a disputa. O meia quase virou herói quando, em uma cobrança de falta, quase virou o jogo para o Brasil, mas esbarrou em grande defesa de Rajkovic.

Aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação é que veio o balde de água fria. Após passar a maior parte do tempo fechada se defendendo, a Sérvia, em um rápido contragolpe, ampliou o placar com Maksimovic que foi acionado por Zivkovic nas costas da zaga e, cara a cara com Jean, mandou pro fundo da rede e deu o título inédito, como nação independente, para a Sérvia. A antiga Iugoslávia já tinha vencido esse torneio, em 1987, no Chile, quando bateu a Alemanha Ocidental na final.

Apesar do Brasil não ter ganho aquele que seria o hexacampeonato do Mundial Sub-20, a herança positiva foram os destaques brasileiros. Gabriel Jesus, Marcos Guilherme, Danilo, Andreas Pereira, Boschilia, entre outros, se destacaram na campanha do Brasil que, dias antes da competição, mudou o comando técnico, trocando Alexandre Gallo por Rogério Micale, que não teve a chance de convocar a "sua" seleção para a disputa.

Micale fez um ótimo trabalho a frente da seleção, levando em conta que, meses antes, no Sul-americano sub-20 ainda sobre o comando de Alexandre Gallo, o Brasil fez uma campanha pífia, ganhando apenas dois dos cinco jogos e ficando em quarto na classificação geral, a frente apenas de Peru e Paraguai.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Clubes mais valiosos do Brasil

Na última semana foram realizados estudos pela BDO Brasil, empresa de consultoria e auditoria, que apontaram os clubes mais valiosos do país. Segundo esta pesquisa, o Flamengo ultrapassou o Corinthians e assumiu a ponta do ranking. São levados em conta a quantidade de torcedores/consumidores, arrecadação de receitas e mercado, exclusivamente de dentro do Brasil.

O principal motivo para o Rubro-Negro ter passado o alvinegro, é o fato de o clube, com a nova política interna, estar colocando as finanças em dia, ao contrário do que faz o Corinthians.

Apesar da economia brasileira estar em crise, as 30 marcas mais valiosas tiveram uma valorização em relação ao ano passado, atingindo R$ 8,32 bilhões. Em 2014, eram R$ 7,39 bilhões.

Valor das marcas - 2015 (em bilhões/milhões):



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Análise da partida: Brasil 1x0 Honduras

Gol(s): Roberto Firmino.
Escalações: Brasil: Jefferson; Fabinho (Marquinhos), Miranda, David Luiz (Thiago Silva) e Filipe Luís; Casemiro, Fernandinho, William (Douglas Costa), Coutinho (Neymar) e Fred (Elias); Roberto Firmino (Robinho).
Honduras: Valladares; Beckeles, Palacios, Leveron, Figueroa e Izaguirre (Bryan García); Acosta, (Carlos Discua) Garrido (Alfredo Mejía) e Najar (Carlos Mejia); Boniek García (Martínez) e Lozano (Erick Andino).
Cartões: Brasil: Amarelo - Filipe Luís, Fabinho e Robinho.
Honduras: Amarelo - Alfredo Mejía e Palacios.
Público e Renda: 22.305 presentes - R$ 2.233.125,00.
Palpite: Vitória do Brasil.
Comentários: Na primeira etapa o Brasil encontrou muitas dificuldades para furar a defesa adversária, que com uma primeira linha de cinco, se fechou muito bem e impediu que os donos da casa chegassem facilmente ao gol.
Priorizando o sistema defensivo, Honduras chegava pouco ao ataque e quando chegava era sem muito perigo, com bolas chutadas de fora da área mas que passavam longe da meta brasileira, não acertando um chute no gol.
O Brasil jogava tanto pelo meio com Philippe Coutinho quanto pelas beiradas com Fred pela esquerda e William pela direita, jogadores de velocidade que tentavam puxar o contra-ataque, mas que, por esbarrar na boa recomposição defensiva hondurenha, tinham que trabalhar a bola.
Uma das características da nova era de Dunga no comando da seleção canarinho, é a cobrança de falta ensaiada, que pôde ser observada pelo menos duas vezes, uma com Philippe Coutinho lançando para David Luiz escorar para o meio da área, e outra com William que cobrou na marca do pênalti, e mais uma vez o zagueiro apareceu, desta vez chutando para o gol.
O Brasil foi superior nos números ofensivos - finalizações, cruzamentos, passes, impedimentos e escanteios - mostranso que, apesar de não conseguir penetrar na zaga adversária, os brasileiros foram superiores o jogo todo, tentando marcar o gol. Já Honduras foi melhor nos números defensivos - bloqueios e rebatidas - deixando evidente a proposta defensiva imposta pela equipe.
Os hondurenhos vieram com uma proposta mais ofensiva para o segundo tempo, pressionando muito a equipe brasileira no início da etapa final. A equipe atacou mais, finalizando mais vezes e levando mais perigo à meta de Jefferson.
Com o placar favorável e de olho na estreia na Copa América no domingo, o Brasil claramente diminuiu o ritmo no segundo tempo, apesar de Neymar, Douglas Costa e Robinho terem entrado, o que fez o jogo dar uma esfriada já nos minutos finais, o que gerou algumas vaias pela torcida brasileira.
O Brasil continuou atacando mais pelo lado direito, principalmente com Douglas Costa. Já Honduras, apesar de nos minutos finais ter recuado, também atacou mais pelo lado direito, com Beckeles e Martínez.
A Seleção Brasileira foi superior nos números ofensivos - finalizações, cruzamentos, passes, impedimentos e escanteios - o que mostra que, apesar de "tirado o pé" no segundo tempo, a seleção ainda foi melhor ofensivamente, trocando, inclusive, o triplo de passes. Já Honduras foi melhor nos números defensivos - rebatidas e bloqueios - evidenciando o quanto que a equipe se defendeu, deixando de atacar.
O Brasil volta a campo no próximo domingo às 18:30 contra o Peru, partida válida pela primeira rodada da Copa América no Chile.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Gallo convoca seleção sub-20 para a disputa do mundial na Nova Zelândia


Na última quarta-feira, o técnico Alexandre Gallo anunciou a lista de convocados para a disputa do Mundial sub-20 que será disputado na Nova Zelândia entres os meses de maio e junho.

Convocados:
Goleiros: Marcos (Fluminense), Jean (Bahia), Georgemy (Cruzeiro) e David (Criciúma).
Zagueiros: Lucão (São Paulo), Marlon (Fluminense), Léo Pereira (Atlético-PR) e Iago (Criciúma).
Laterais: João Pedro (Palmeiras), Rodrigo (Coritiba), Caju (Santos) e Jorge (Flamengo).
Meio-campistas: Danilo (Braga), Andreas Pereira (Manchester United), Matheus Biteco (Grêmio), Jajá (Flamengo), Alef (Olympique de Marselha) e Boschilla (São Paulo).
Atacantes: Gabriel Jesus (Palmeiras), Marcos Guilherme (Atlético-PR), Judivan (Cruzeiro), Jean Carlo (Real Madrid), Caio Rangel (Cagliari), Bruno Lopes (Criciúma), Kenedy (Fluminense) e Yuri Mamute (Grêmio).

Dos 26 convocados, nem todos irão para o mundial. Um período de treinos em Atibaia está marcado para o próximo mês, onde, até a data da viagem, Gallo cortará 5 jogadores e divulgará a lista final de 21 jogadores que irão representar o Brasil na competição.
As principais surpresas foram as ausências de "medalhões", jogadores que eram constantemente convocados e são considerados jovens promessas como: Gerson (Fluminense), Gabriel (Santos), Malcom (Corinthians), Thalles (Vasco), Auro (São Paulo) e Nathan (Ex-Atlético-PR). Gerson foi o principal destaque da pífia campanha canarinha no Sul-Americano Sub-20 e vinha sendo destaque do Fluminense no Campeonato Carioca, Gabriel é tratado como uma jóia brasileira, assim como Malcom, Nathan se desvinculou do Atlético-PR para fechar com o Chelsea (ING) e Thalles ganhou o apelido de "BaloThalles" por ter como característica a disputa corpo a corpo e um chute forte, assim como o jogador italiano Mario Balotelli.
O Brasil está no Grupo E com Nigéria, Coréia do Norte e Hungria. Os garotos estreiam no dia 1 de junho contra os nigerianos.