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sábado, 13 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Teddy Riner fica com o ouro e confirma supremacia no judô


Uma das medalhas mais "certas" desta Olimpíada, o ouro de Teddy Riner no judô o tornou bicampeão olímpico e aumento sua invencibilidade: 112 lutas ou 6 anos. Com oito títulos mundiais, o francês é o 'rei' do judô e absoluto na categoria acima de 100 kg.

Teddy fez fila nos rivais para ficar com o bi olímpico. Na primeira luta, ganhou de Mohammed Amine Tayeb, da Argélia, por ippon logo no começo da luta. Nas quartas de final, enfrentou o brasileiro Rafael Silva, o "Baby", e ganhou por um wasari, tirando o brasileiro da disputa do ouro.

Na semifinal, bateu o israelense Or Sasson após um luta muito dura, na qual seu rival conseguiu equilibrar as ações do francês e que estava empatada em um shido pra cada lado, mas, quando o cronômetro marcava um segundo para o final do combate, Teddy aplicou um sumi-gaeshi e venceu por wasari. Na decisão, foi a vez do japonês Hisayoshi Harasawa tentar pará-lo, mas em vão. O francês venceu o combate muito truncado em razão das punições sofridas pelo rival.  

Três de seus 10 títulos foram conquistados no Rio de Janeiro. Dois mundiais, 2007 e 2013, e agora o ouro olímpico. Teddy afirma ter um carinho especial pelo Brasil e, principalmente, pelo RJ por ser "onde tudo começou", segundo ele. 

Além dos ouros em Londres e Rio de Janeiro, o francês tem um bronze em Pequim-2008.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Do fracasso em Londres à glória em casa

Do choro em Londres 2012 ao sorriso no Rio 2016

A judoca brasileira Rafaela Silva conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil na Rio-2016. Na categoria até 57 kg, ela derrotou a atleta da Mongólia, Sumiya Dorjsuren, número um do mundo, por um wasari.

Nascida na Cidade de Deus - RJ, Rafaela começou no judô por meio de um projeto social do ex-judoca Flávio Canto (medalhista de bronze em Atenas 2004), no Instituto Reação. Quis o destino que, anos depois, Flávio comentasse as lutas e a medalha de ouro de Rafaela na Rio-2016.

Após sua eliminação na primeira fase, em Londres, após aplicar um golpe ilegal que havia sido proibido recentemente, foi alvo de ofensas racistas em suas redes sociais. Com a frustração, pensou em desistir do esporte, mas sua família, técnico, psicóloga e Flávio Canto conseguiram mudar sua cabeça. 

Segunda-feira (08) ela foi campeã olímpica em casa, superou a desclassificação de 2012 e mandou uma mensagem para os racistas: "A macaca que tinha que estar na jaula em 2012, hoje é campeã olímpica."

Nada melhor para calar o preconceito do que uma medalha no peito. Parabéns, Rafaela Silva.

A trajetória do ouro:

Na estreia, passou pela alemã Myriam Roper, com vitória em apenas 46 segundos. Depois, eliminou a sul-coreana Jandi Kim, vice-líder do ranking e terceira colocada no World Masters deste ano.

Nas quartas de final, ela superou a húngara Hedvig Karakas, que havia eliminado a brasileira na Olimpíada de 2012. Para chegar à final, derrotou a romena Corina Caprioriu, medalhista de prata em Londres, em uma luta decidida apenas no golden score.
 
Com o ouro olímpico, se tornou o primeiro atleta do judô brasileiro (masculino e feminino) a ter um título mundial (2013) e olímpico (2016).

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Judoca faz história e conquista a primeira medalha olímpica da história do Kosovo

Majlinda Kelmendi se emociona ao receber a primeira medalha do Kosovo em Olimpíadas

A judoca Majlinda Kelmendi é a primeira medalhista olímpica da história do Kosovo, um dos países mais jovens do mundo. Ao vencer a italiana Odette Giuffrida na categoria até 52kg, a atleta subiu no lugar mais alto do pódio, conquistando o ouro.

Bicampeã europeia (2014 e 2016) e mundial (2013 e 2014), Majlinda foi a porta-bandeira da equipe kosovar na cerimônia de abertura da Rio-2016. Domina sua categoria há quatro anos (primeira no ranking mundial).

Antes da final, a judoca bateu a suíça Evelyne Tschopp; Christianne Legentil, das Ilhas Maurício; e a japonesa Misato Nakamura, atual número três do mundo, na semifinal. Na decisão, superou a italiana Odette Giuffrida, 10ª do mundo, por um 'yuko'.

Após ter seu pedido, de ser uma atleta independente, recusado, Majlinda competiu pela Albânia nas Olimpíadas de Londres 2012 para não representar a Sérvia, país de que Kosovo havia se tornado independente.

Desde 2012, a atleta kosovar tem recebido inúmeros convites de naturalização. Algumas nações árabes, inclusive, ofereceram milhões para ela se mudar para o país, mas ela nunca aceitou o dinheiro por ter amor ao seu país e ter o desejo de poder representá-lo. A recompensa veio em ouro, neste domingo.