Mostrando postagens com marcador Prata. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prata. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Isaquias Queiroz se torna o primeiro brasileiro com três medalhas numa mesma edição de Olimpíadas

Erlon de Souza e Isaquias Queiroz após a conquista da prata

Natural de Ubaitaba (a popular 'cidade das canoas'), Isaquias disse, antes de sua primeira prova, que seu objetivo era sair dessa Olimpíada com três medalhas, não importava a cor. Ele cumpriu. 

Isaquias conquistou a prata na C1 1000m e o bronze na C1 200m remando sozinho. Ao lado de Erlon de Souza, na C2 1000m, ele conseguiu sua terceira medalha na Rio-2016 e entrou para a história do Brasil: se tornou o primeiro brasileiro a conseguir três medalhas em uma mesma edição de Jogos Olímpicos.

A dupla brasileira liderou pelos primeiros 750 metros, mas o alemães Sebastian Brendel (ouro na C1 1000m) e Jan Vandrey aumentaram o ritmo no final e ficaram com o ouro em um tempo de 3min43s. Isaquias e Erlon terminaram a prova em segundo, com 3min44s. O bronze foi para os ucranianos Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk, com 3min45s.

O menino que remava como meio de transporte, teve que superar a morte de seu pai e inúmeras dificuldades, principalmente a falta de apoio da federação, para, enfim, ser tri-medalhista em uma Olimpíada (depois de ficar de fora de Londres-2012).

domingo, 7 de agosto de 2016

JOGOS OLÍMPICOS: Felipe Wu, do tiro esportivo, conquista a primeira medalha para o Brasil


Após 96 anos, o tiro esportivo voltou ao pódio olímpico com um representante brasileiro.

O paulistano Felipe Wu, do tiro esportivo pistola de ar 10m, subiu ao pódio na tarde deste sábado depois de fazer 202,1 pontos em seu primeiro - de muitos - Jogos Olímpicos. O ouro (e recorde olímpico) ficou com o vietnamita Xuan Vinh Hoang, que fez 202,5 pontos e o bronze foi do chinês Wei Pang com 180,4 pontos.

Felipe esteve atrás do vietnamita desde a quarta série, mas na penúltima rodada o brasileiro conseguiu um belo tiro e arrancou 10,2 pontos, enquanto seu adversário fez 9,2 pontos.

Segundo o próprio brasileiro "a tática é atirar um pouco mais rápido no final porque sei que não só aqui, com esta torcida gigante, mas também em outros eventos, sempre acontece uma reação da torcida. Então eu atirei e a torcida fez o papel dela. Eu sabia que tudo podia acontecer: tanto ele fazer um tiro bom quanto um ruim."

Precisando tirar uma diferença de dois décimos, o vietnamita ouviu vaias e gritos ensurdecedores que tentavam tirar sua concentração e fazê-lo errar. Mas o adversário se manteve frio e com uma tiro beirando a perfeição, alcançou 10,7 pontos (0,2 a menos do que o perfeito) e chegou ao primeiro lugar com uma diferença de 0,4 pontos para Felipe.

Com a sensação de dever cumprido e o reconhecimento da torcida, que cantou o hino nacional para o segundo colocado, Felipe, um estudante de engenharia aeroespacial que treinava em seu próprio quintal por simplesmente não ter um estande para treinar, se despede dos 10m (sua prova predileta e onde se sai melhor) para, já nesta quarta-feira, disputar as classificatórias para os 50m.

Foi medalhista de ouro no último Pan-Americano, em Toronto 2015. Campeão de duas etapas da Copa do Mundo de tiro esportivo, ambas em 2016, em Bancoque (março) e Baku (junho). Também tem duas medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos, em 2010 e 2014.